sexta-feira, 24 de junho de 2011

Igreja do Espetáculo


A Igreja no formato como a conhecemos hoje, se tornou uma arena para espetáculos, e grandes espetáculos... Temos uma gama de opções bastante vasta: a dança, o teatro, as manifestações diábolicas, as lagartixas humanas subindo nas paredes, os testemunhos célebres de cantores de forró, que uma hora cantam "pra" Jesus em outra já não sei para quem. Os irmãos disputam o microfone como se disputa o Grammy do Evangelho (e ainda não inventaram um prêmio para quem prega melhor, quem canta melhor, quem ministra melhor, quem detém a melhor técnica vocal ou as notas em seus altos ou baixos tons).
Mudou alguma coisa dos tempos de Lutero para cá? Pegue na mão do seu irmão, dê três pulinhos, saia correndo, aleluia, glória!

Vamos evangelizar? Dar comer a alguém faminto? Amor ao próximo para quê? A disputa cada vez mais acirrada para mostrar serviço ao Clero evangélico, nossa raça se equiparou aos católicos em sua essência, tanto na liturgia como na hierarquia eclesiástica, no tradicionalismo assembleiano, na liberalidade das batistas renovadas e suas ramificações, nas neopentecostais, nas universais enfim. Viva a livre interpretação neotestamentária! Não seria viável reformular as 95 teses? Trazer à tona mais 95? Luteros apareçam!

Indulgências se paga todos os dias, seja no dízimo cobrado, seja na mendicância que é feita nos terminais de ônibus com pessoas que dizem ser evangélicas. Paga-se indulgência por agir passivamente a tudo que é proposto pela corte clerical. E se Jesus voltasse agora? Daria tempo de fazer a peneira espiritual? Quem busca mais, quem é mais santo? Santa mesquinhez! Até a santidade é disputada dentro das igrejas. 

Ufa! Luteros apareçam!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alerta Geral Contra Um Tal De Lambadão de Cuiabá

Vi hoje pela manhã um vídeo do Youtube no site Kibe Loco e fiquei enojado ao ver "cenas de sexo explícito" aos olhos de crianças até então inocentes.
Quem vir essa msg no blog por favor, vamos nos unir para banir essa prática "cultural" e tentar instaurar e reconceituar a moral e os bons costumes nesse Brasil q todos amamos.
E o mais intrigante ao meu ver é q nenhum órgão de justiça ou cidadania não se posiciona, pois nesse local há uma quantidade considerável de crianças. Horrível! Não a cena isolada (é também, claro), mas todo o contexto da ausência de moralidade e escrúpulos.
Se para mim q sou humano e pecador fiquei enojado, imagine para DEUS como não deve ser, visualizar lá do seu sublime trono tamanha afronta.

Fiquem com a paz do Senhor!

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus".
Romanos 12:2


"Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco".
2 Coríntios 1:12



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Queria eu





Queria euContornar os maresE na imensidão da noiteTocar as estrelas.
Falar com todos os seres viventesNão só falarAntes entendê-los.
Queria eu falar de amorNunca antes pronunciado.
Queria euTer em minhas mãos um controlePara que eu possa avançar os momentosQue para mim são horrores.
Momentos ruinsNão podem ser apagadosApagar as falhas, os errosTrazem lacunas.
Sem as taisSeríamos desumanosSeríamos deuses de nós mesmos.


Porque Devo Calar-me




Devo calar-me para não agredir com palavras
Devo calar-me para não entrar em colisão
Não com os outros, mas comigo mesmo.

Devo calar-me para não apoiar uns em detrimento de outros
Devo calar-me para não entrar em minha própria contradição, essa é somente minha.
Devo calar-me para não confundir a mim mesmo
Devo calar-me para não ser hipócrita
Devo calar-me para não chorar o leite derramado.

Devo calar-me para não sofrer às duras penas
Devo calar-me quando não me sinto bem
Devo calar-me quando não edifico nem a mim mesmo.


Devo calar-me quando as impurezas que escuto estão ao meu redor e não posso fazer nada.
Devo calar-me para não explodir em curto prazo
Devo calar-me para não provocar rebelião
Devo calar-me quando não aceito a mudança
Devo calar-me quando não quero a diferença
Devo calar-me quando não tenho o que falar.

Devo calar-me quando sei que o certo muitas vezes não é o pertinente a fazer
Devo calar-me quando o errado é o mais propício, porém contra a minha vontade.
Devo calar-me quando os nervos estão à flor da pele
Devo calar-me quando tudo não estiver ao meu alcance, se estiver, posso gritar.
Devia calar-me se fosse mudo, porém não o sou

Devo silenciar porque sei que é o melhor a fazer, morrer?
Não necessariamente, silenciar, apenas.

domingo, 17 de outubro de 2010

Confiança


Confiança é uma pessoa que muitos a tem como amiga e muitos outros a ignoram como se fossem a Mentira personalizada. A verdade é que a Confiança é uma mulher de lábios grossos, corpo sensual, no mínimo provocante, bonita e que muitas vezes nos faz perder a cabeça. Traiçoeira essa bandida de meia pataca.

Maldito do homem que confia em outro homem como já diria as Escrituras Sagradas, é claro, com um tom longe do coloquialismo posto aqui.

Medo, monstro fatigado que rodeia todos nós, mesmo quando sabemos da existência de algo superior a nos guardar. Aí entra a tal mulher chamada Confiança ou seria sua irmã mais próxima DesConfiança? Somos tão religiosos em nossos dogmas inventados, que nenhuma instituição é capaz de nos impor sua própria doutrina.

Até porque não precisamos, afinal nós somos os doutores de nossa própria lei. Fazemos as nossas regras, os nossos dogmas, nossos pensamentos inúteis e desvirtuados, cretinos seria a palavra certa.

Estamos presos a conceitos e preconceitos, trancados em uma mente que esquece de pensar.

Jesus obviamente não é burro nem nunca foi. Sorte nossa! 
Revestimo-nos de corruptibilidade, de paixões entregues a míngua da devassidão das ruas, somos tão prostitutos como as próprias.
Vendemos nossa alma por nada, essa é a verdade.
Trocamos todos os dias Jesus por meia dúzia de ovos, isso é inegável, sejamos menos hipócritas!

Loucura recorrente em nossos dias, tão louco estou que esqueço de conversar com Deus para assistir aos programas dominicais, grande troca eu fiz não acham?
Pense você se tivessem todos os domingos programas religiosos, que falassem do amor de Cristo por nossas vidas, nossas almas. Talvez niguém quisesse ficar em casa não é mesmo? Seria preferível ir ao templo, ao salão, a igreja, a loja, ao terreiro enfim.

Somos hipócritas e trocamos Jesus por nada, literalmente nada. Nada é tão melhor quanto Jesus? Nada daria o seu filho por expiação de pecados de outros? Nada seria tão humilde quanto aquele que morreu para nos salvar? Nada seria tão imprescindível na hora do clamor no calvário? Nada, nada, nada justifica a troca que fazemos dAquele que morreu por nós por qualquer besteira, para o meu e o seu julgamento.

Sejamos protestantes, não sejamos rebeldes, vivemos um evangelho com traços anarquistas, somos revolucionários por causa alguma. Somos infames, selvagens, podres. Jesus tira toda essa podridão de cima de mim e de ti. Basta querermos. Entregue sua vida a Ele o quanto antes. Não posso ganhar nenhum valor pela tua alma que se salva, pelo contrário se você quiser viver uma vida de erro, siga em frente a escolha é sua, você é maior de idade, vacinado, mas as consequências são inerentes as bençãos, ou melhor as atitudes que você e eu tomamos. Enfim quer aceitar Jesus? Se for para se salvar é melhor que não o aceite, fique na mesmice. Se é pelo que Ele é, então bom proveito e que Jesus te abençoe meu amado. 

Sejamos mais crentes!

Homem, a maior vítima de todos os tempos


        
Animal racional é aquele que tem o privilégio de abusar do uso da razão, certo? Até que prove o contrário, sim. O que ocorre na sociedade em que vivemos, é que o homem cada vez mais está condicionado a ser influenciado pela veiculação (de artimanhas, que nos faz pensar que necessitamos de algo - o consumismo arraigado com o advento dos shoppings, por exemplo.) daquilo que chamamos de “cultura” de massa. Se é que podemos chamar a universalização ou padronização da identidade, de cultura.

Afinal, ao ligar os nossos televisores todas as noites, encontramos personagens de uma cultura diferente da nossa. A prova de que a mídia é tão influente na casa da maioria dos brasileiros, é que nas ruas por onde andamos para desempenhar atividades rotineiras, vez por outra nos deparamos com “personagens” reais que se caracterizam de seus personagens favoritos ou aqueles com quem mais se identificam nas telenovelas brasileiras ou mexicanas, se preferirem.

Os brasileiros são sim, um povo que gosta de receber gente de todos os países, somos conhecidos como um povo hospitaleiro, simpático, apesar das dificuldades estão sempre sorrindo, terra do samba, do pagode, do futebol e do carnaval, do “pulmão do mundo” - Amazônia e há também quem diga que Deus é brasileiro (sorte nossa, não é?).
        
Somos atacados diariamente pelo golpe midiático, tão presente em nossas casas. Seja por novelas, jornais, programas de auditório, enfim. Nas novelas encontramos outras culturas, aprendemos a nos adaptar com a normalidade (ou banalização) da violência e da sexualidade, não sabemos mais o que é certo ou errado, afinal pra que escolas tão eficientes quanto a televisão e a internet? Mas eficiência não é sinônimo de eficácia, a verdade é que tais veículos são dados como uma faca de dois gumes, ambos provenientes da globalização.

A internet que é um revolucionário instrumento de pesquisas escolares acaba se tornando fácil aprender, fácil? Nem tanto, ao mesmo tempo em que usamos da acessibilidade da internet há quem utilize desse meio como ferramenta, usada unicamente para fazer o mal - pedofilia, transações bancárias duvidosas, apologia ao tráfico, anorexia, bulimia e nazismo por meio de sites de relacionamento, enfim. Se fossemos citar tudo que a internet nos proporciona ficaríamos aqui horas e horas a falar. 

Certa vez, andando em um shopping rumo às compras de natal, avistei uma loja que ficava no segundo piso, mas encontrei um fato que para mim foi intrigante, a escada rolante dessa tal loja ficava bem no meio da entrada do shopping - o pior estava por vir, a escada só existia a de subida - é como se comprasse uma passagem somente de ida e não tivesse a pretensão de voltar.

Conclui-se que aquilo tudo era uma jogada de marketing para aprisionar o consumidor com o objetivo de que fique mais tempo na loja e induza ao consumo. Já perceberam que por várias vezes já nos perdemos em shoppings?

A solução para que não nos tornemos vítimas do sistema – globalização - é necessário abrir os olhos e perceber o que realmente é necessário em nossas vidas e o que é está nos roubando a visão, fazendo-nos cegos de evidências de que até a democracia não existe mais, se é que um dia existiu. Mas essa é uma outra história...



sábado, 16 de outubro de 2010

Caixa de Pandora





Amor posto à prova

Tendente ao pecado
Em nossos poros
Virtudes esquecidas
Ou simplesmente enterradas.

Imensidão de pensamentos
A inebriar os brios
Pensamentos perversos
Horrendos!

Até parece que o pecado de toda humanidade recaía em minhas pernas e em meus ombros, como se me deixassem com "paraplegia múltipla".

Abro a mente e não consigo ver
Estou cego e não consigo enxergar
Não posso forçá-la, pois é tão frágil quanto a pureza das virgens que restam e que são ameaçadas todos os dias a entrarem em extinção.

Vasculho mais a fundo e percebo inveja, de tudo aquilo que não consigo tornar executável, sempre que pude me acovardava em meio aos escombros sombrios, pungentes, massacrantes. Escória de malícias recorrentes!

Na caixa de Pandora
Encontra-se algo de ruim, podre, mas resta a esperança
Como se no fundo do coração de cada um de nós, aparecesse a imagem e a semelhança de Cristo.





sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Como seria bom se chovesse




Nuvens nubladas
Estradas vazias de gente
Carros com para brisas a todo vapor
Animais com suas peles molhadas
Anfíbios a povoar as estradas
Nós a nos esconder de nós mesmos

No inverno tudo alaga
Tudo se despedaça
E no fim tudo fica seco.

O entulho passa por nossas pernas
A entranhar em nosso corpo,
Luxúria, devassidão e dor
Algo a esconder ou
Muito a mostrar

A chuva:
Gotas sentidas
A molhar a pele
Estranho sentimento ou
Sensação sobrenatural

A gota cai em nosso corpo
às vezes sem entender o porquê
Tudo está selado
Enxugar as gotas
Para quê?
Quero mesmo essa sensação
Muitos não a querem.

Liberdade! Liberdade!
Liberdade! Liberdade!

Como é bom sair às ruas
Sentir o cheiro da chuva
E da terra molhada
Ver os meninos a correrem felizes
Sem nada para se preocupar
Ou pensar no amanhã
Viver o hoje
Projetar felicidade.

Carpe Diem é o princípio 
Ou a falta dele.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A maze in my mind.


Sofro com um fluido gelatinoso que faz girar o órgão que se chama labirinto.
Cada ser devasso que percorre na organicidade de cada humano,
Cada amargura que na pele se esvai,
Cada boneco feito de lã ou de papelão que se destroi,
É tudo fruto da minha mente.

Mente conspirante, maquinalmente fria e vil.
Fruto de minha mente são os tijolos que caem como a um prédio imensuradamente calculado.
Penas que voam e lastimavelmente não voltam mais.
Sol translúcido nas paredes das casas até o entardecer.

Tudo é motivo para que o fluido se mova e faça mover o labirinto.
As pessoas que passeiam no bosque,
Os velhos fumando seus charutos quase que melhores amigos de seu pulmão,
As crianças gritando com suas vozes estridentes,

Os carros com as buzinas ensurdecedoras,
As mulheres tão belas e provocantes,
A violência tomando conta do país,
A máquina de fazer dinheiro público fabricando
E não vejo a cor do real,
Os pássaros que gorjeiam.

Ah! Os pássaros.
Esses sim é que são felizes
Não sofrem de nenhuma doença
A não ser que não possam voar.
O quanto é ruim não poder voar.

Voar entontece,
Nadar entontece,
Dirigir entontece,
Falar entontece,
Pensar entontece.
Amar entontece.

A cura
Onde está a cura?
Onde se amparar?

Nas árvores para não cair,
No chão para não cair,
Nas paredes para não cair,
Na mesa para não cair,
Sentar para não cair.
Parar para não cair 
E por fim
Confiar em Deus para não cair.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reciclagem


Ah! Seria tão bom se pudéssemos por nossos próprios méritos reciclar nossa alma, nossas vidas. Reiterar a paixão, o amor divinal que em nós nos resta, quase uma chama miúda a aquecer o corpo todo.

Pergunto se tal amor divinal em nós prepondera - obviamente que não.
Ao depararmos com um transeunte maltrapilho nas ruas das grandes cidades nos desviamos ou viramos o rosto, como se tudo fosse normal.

A verdade é que não, se eles estão lá é porque algum motivo tiveram para estar, se por opção ou por falta dela. Sociedade hípócrita, gente de religião vã.

Concupiscência é uma religião que aflora de norte ao sul do planeta.
Concupiscência global como forma de instituição.
Luxúrias legalizadas, drogas legalizadas, inferno legalizado.

Demagogos somos nós ao sorrir com a desgraça alheia e dizer que está tudo bem, tudo ótimo. Os políticos não são culpados sozinhos. Se são culpados boa parte da culpa é nossa .
Somos nós os piores políticos que podem existir, pois prometemos a nós mesmos melhorias- na vida, no lar, na família, na relação com o próximo, na relação com Deus. E não fazemos nada além de promessas.

Intrisecamente litúrgicos, naturalmente humanos.